Outro dia atendi um paciente e ele comentou comigo que alguns nutricionistas e assessorias esportivas têm recomendado a ingestão de mel nos minutos que antecedem as provas. Achei a idéia interessante e curiosa e comecei a pesquisar quais poderiam ser as vantagens e desvantagens do consumo desse alimento no rendimento esportivo e percebi que, de corredores a fisiculturistas, muitos atletas tem feito uso dessa “suplementação”. Alguns autores estimulam, inclusive, o consumo de mel (ou de bebidas preparadas com mel) durante as provas e não apenas antes das competições. Mas, será que funciona mesmo?
O mel é composto basicamente de carboidratos (principalmente frutose e glicose, que são monossacarídeos). Para se ter uma idéia, em 100 g do produto há mais de 80 gramas desse macronutriente, sendo mais de 50% deste total formado por frutose e glicose. Além dos carboidratos, ele apresenta em sua composição também quantidades muito pequenas de lipídios e proteínas e também de vitaminas e minerais.
A idéia por trás da suplementação de mel antes das provas é fornecer energia de forma rápida ao atleta. Assim como muitos suplementos, o mel tem alto índice glicêmico e é digerido e absorvido rapidamente (justamente pela sua composição rica em glicose e frutose). Em um estudo com ciclistas Mayhew (2007) não observou nenhuma diferença no aumento da temperatura corporal nem na glicose sanguínea quando comparou uma bebida à base de mel com outra bebida esportiva (isotônico). Entretanto, alguns estudos observaram melhora no rendimento apenas em bebidas que continham eletrólitos (como isotônicos). Estas bebidas contêm sal e o sódio auxilia a absorção de carboidratos, principalmente frutose e glicose e poderia oferecer vantagem dos suplementos em relação ao mel, que apresenta teores muito baixos desse micronutriente. De qualquer maneira, a diferença entre as bebidas isotônicas e bebidas à base de mel ou outros açúcares não parecem diferir muito em relação à absorção e fornecimento de energia.
Em relação à ingestão de mel logo antes da prova, acredito que seja uma tentativa de maximizar o fornecimento de energia, o que poderia ser feito, inclusive com saches de carboidrato ou isotônicos. Eu acredito que seria uma boa opção para que não tiver consumido alimentos até 1 hora e meia a duas antes da prova. O consumo de qualquer fonte de carboidratos imediatamente antes pode trazer benefícios para quem está há muito tempo sem ingerir alimentos, mas também pode ser prejudicial para quem se alimentou bem algumas horas antes porque pode gerar desconforto gástrico (principalmente porque antes do início da prova há grande ansiedade).
De uma maneira geral o mel (e bebidas a base dele) é boa opção de suplementação, mas não há indícios de que ele seja superior a qualquer outro alimento ou bebida de alto índice glicêmico (como bebidas isotônicas e carboidratos em gel). Os suplementos foram desenvolvidos para esse fim e muitas vezes apresentam alguns micronutrientes importantes para o rendimento esportivo. Acho interessante usar o mel como alternativa para aqueles que não toleram o sabor dos suplementos e pode ser boa opção para quem quer variar. Porém, devemos ter cautela na escolha do nosso suplemento e lembrar que a individualidade vale muito. Nem sempre o que funciona para outra pessoa irá funcionar para você.
O mel é composto basicamente de carboidratos (principalmente frutose e glicose, que são monossacarídeos). Para se ter uma idéia, em 100 g do produto há mais de 80 gramas desse macronutriente, sendo mais de 50% deste total formado por frutose e glicose. Além dos carboidratos, ele apresenta em sua composição também quantidades muito pequenas de lipídios e proteínas e também de vitaminas e minerais.
A idéia por trás da suplementação de mel antes das provas é fornecer energia de forma rápida ao atleta. Assim como muitos suplementos, o mel tem alto índice glicêmico e é digerido e absorvido rapidamente (justamente pela sua composição rica em glicose e frutose). Em um estudo com ciclistas Mayhew (2007) não observou nenhuma diferença no aumento da temperatura corporal nem na glicose sanguínea quando comparou uma bebida à base de mel com outra bebida esportiva (isotônico). Entretanto, alguns estudos observaram melhora no rendimento apenas em bebidas que continham eletrólitos (como isotônicos). Estas bebidas contêm sal e o sódio auxilia a absorção de carboidratos, principalmente frutose e glicose e poderia oferecer vantagem dos suplementos em relação ao mel, que apresenta teores muito baixos desse micronutriente. De qualquer maneira, a diferença entre as bebidas isotônicas e bebidas à base de mel ou outros açúcares não parecem diferir muito em relação à absorção e fornecimento de energia.
Em relação à ingestão de mel logo antes da prova, acredito que seja uma tentativa de maximizar o fornecimento de energia, o que poderia ser feito, inclusive com saches de carboidrato ou isotônicos. Eu acredito que seria uma boa opção para que não tiver consumido alimentos até 1 hora e meia a duas antes da prova. O consumo de qualquer fonte de carboidratos imediatamente antes pode trazer benefícios para quem está há muito tempo sem ingerir alimentos, mas também pode ser prejudicial para quem se alimentou bem algumas horas antes porque pode gerar desconforto gástrico (principalmente porque antes do início da prova há grande ansiedade).
De uma maneira geral o mel (e bebidas a base dele) é boa opção de suplementação, mas não há indícios de que ele seja superior a qualquer outro alimento ou bebida de alto índice glicêmico (como bebidas isotônicas e carboidratos em gel). Os suplementos foram desenvolvidos para esse fim e muitas vezes apresentam alguns micronutrientes importantes para o rendimento esportivo. Acho interessante usar o mel como alternativa para aqueles que não toleram o sabor dos suplementos e pode ser boa opção para quem quer variar. Porém, devemos ter cautela na escolha do nosso suplemento e lembrar que a individualidade vale muito. Nem sempre o que funciona para outra pessoa irá funcionar para você.
Milena M Pires

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