COMO EU DEVO TREINAR???????


Somos ávidos por soluções rápidas, eficientes e que tenham menor “custo energético”, isso é um fato. É comum buscarmos a “fórmula mágica” para termos mais dinheiro, uma vida mais saudável, um corpo mais bonito, alimentação saudável, termos mais amigos e, no caso do esporte, melhorar cada vez mais o desempenho esportivo.
Diante disso surgem as opiniões extremamente reducionistas, vou explicar. A performance de um atleta é o resultado de inúmeros fatores, dentre eles as características individuais, o tipo de competição, condições climáticas, equipamento, motivação, autoconfiança, nutrição, recursos tecnológicos... e TAMBÉM o treinamento esportivo.
Não é porque tenho formação acadêmica na área esportiva que eu vou atribuir somente ao treinamento esportivo o triunfo ou o fracasso de um atleta. Se eu terminasse o texto aqui acredito que seria suficiente para refletirmos sobre o quanto é complicado, fascinante e maravilhosa esta questão.
Não é uma questão de afirmar se é bom ou ruim estas discussões reducionistas, mas sim torná-las “falsas verdades”, deixando de abrangê-las num contexto mais amplo.
Conheço algumas pessoas que, por exemplo, se preparam para desafios como o AUDAX e treinam apenas resistência aeróbia. Esquecem de outras capacidades físicas como força, velocidade e flexibilidade. Lógico que os atletas que se preparam para estes desafios necessitam dar mais ênfase ao aprimoramento da capacidade de resistência, isso é um fato. O que eu quero deixar bem claro é que existe uma inter-relação entre elas. Em alguns momentos há de se treinar mais uma em função da outra.
Outros exemplos: Qual é o volume de treino que um atleta de maratona (corrida à pé) deve percorrer por mês? Como dever ser distribuído este volume?
No ciclismo... Qual o volume de treino que um atleta de mountain bike deve ter ao longo de uma semana?
Tenho um ponto de partida para estas perguntas, considerando todas as questões abordadas anteriormente e utilizando o exemplo de dois atletas profissionais do mountain bike que estão sob a minha orientação. Um deles treina mais de 20 horas semanais nas principais fases, enquanto o outro não passa de 13 horas. Quem esta certo? Como eu cheguei a estes valores?
Seu eu seguisse uma fórmula mágica eu não teria essa disparidade, mas respeitando as características individuais, a experiência, a treinabilidade e muitos outros fatores eu sempre terei essas diferenças.
O recado que fica é que não existe uma verdade absoluta, existem diretrizes. Você pode se munir destas informações generalizadas, mas tem que adaptá-las ao seu perfil, respeitando as suas particularidades, a modalidade que você pratica, o seu histórico de praticas esportivas e as demais situações do seu dia-a-dia como, por exemplo, a sua carga de trabalho. 

1 comentários:

  1. Imagino como deve ser complexo o seu trabalho, Prof. Helio.....
    Texto sucinto mas que levanta questões importantes, em relação às quais os atletas devem se aprofundar....
    Abçs,
    Paula

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